Otima Condominios Nenhum comentário

Roubos, furtos, danos ao patrimônio e até mesmo os temidos “sequestros”, são exemplos de infrações penais que assolam os grandes centros do País, seja nas vias públicas, seja nas propriedades privadas.

O cidadão de bem, na ânsia de levar uma vida mais calma – e segura – busca seu refúgio num ambiente mais… digamos, fechado, onde, juntamente com pessoas de classe social assemelhada, passa a ocupar a sua parcela de propriedade, formando um grupo com interesses únicos. Trata-se de um condomínio.

Contudo, há que se atentar para as medidas a serem adotadas para que um condomínio seja realmente “seguro”.

Vejamos algumas medidas para se atentar quanto a segurança em condomínios.

 

1 – Proteção por barreiras: muros de boa altura, com cercas eletrificadas; portões, portas e fechaduras resistentes; janelas com trancas internas; telhados e muros internos que não proporcionem “escaladas”. O delinquente busca um melhor “custo-benefício”. Um condomínio que já lhe oponha barreiras sólidas já pode provocar uma desistência.

 

2 – Empenho humano: os condôminos devem conhecer “nominalmente” os funcionários; todos. Devem saber as cores do uniforme e ter fácil acesso, por meio de interfones e até mesmo por telefone particular, por meio do número da guarita/portaria. A recíproca é verdadeira. Os funcionários – sempre de confiança! – devem saber quem são os moradores do condomínio, mantendo-se sempre atentos nos momentos de chegada e saída de pessoas. E ainda que o condômino tenha o “controle remoto” do portão, o funcionário deverá estar atento, acompanhando o momento. Uma campainha que se aciona automaticamente, alertando o porteiro, todas as vezes que algum portão for aberto, é medida acertada.

 

3 – Vigilância: câmeras em pontos estratégicos nas áreas de uso comum demonstram-se de grande valia. A central de imagens deve ficar na guarita. Interessante também centrais de acesso fácil, pelo computador particular, na residência do síndico e, eventualmente, noutra escolhida em assembléia. Explica-se: se criminosos renderem o funcionário e desativarem a central, haverá como outras pessoas perceberem.

 

4 – Cautela ao viajar: imprescindível avisar aos funcionários e, se possível, ao vizinho mais próximo, o fato de que sua residência ficará vazia, informando inclusive a data prevista para retorno. Não são raros os casos de pessoas que, com verdadeiros “caminhões”, aparecem dizendo que vieram “fazer a mudança da Dona Fulana”. O porteiro, desavisado, acaba por “ajudar” os “trabalhadores” a bem executarem o frete criminoso.

 

5 – Boa logística: aspecto por vezes, infelizmente, não observado pelos condôminos. Em busca de uma “economia” (que quando menos se espera demonstra-se “cara”), alguns moradores optam pelo estilo “façamos nós mesmos”, deixando de contar com a orientação de quem entende dos aspectos jurídicos e legais também de segurança em condomínios. Por vezes pessoas comparecem às delegacias para perguntar se: a “cerca eletrificada” é permitida; como “posicionarem as câmeras sem violar a privacidade dos moradores”; como preceder em caso de alguma infração penal no condomínio; o que se entenderia por “legítima defesa” caso algum infrator fosse surpreendido na garagem do prédio; como conseguir um alvará para aumentar o muro dos fundos do conjunto residencial; como realizar um seguro patrimonial e como acioná-lo caso necessário (sim, isso também perguntam no decorrer da conversa!).

 

Conclusão:

A segurança patrimonial e física dos moradores de um condomínio demanda uma ação conjunta. Ações simples, que com o passar do tempo se tornam automáticas, como conhecer seu vizinho e empregados, estes sempre treinados a observar bem o que ocorre, associadas a um bom apoio logístico e boa administração, sem dúvida farão com que o delinquente, ao observar aquele conjunto de lares, indague-se: “será que vale mesmo a pena tentar?”

Hudson Bruno Maldonado é Delegado de Polícia do Distrito Federal desde 1999, atuando em diversas delegacias de Brasília. Foi também chefe da Central Integrada de Emergência da SSP/DF, responsável pelo “190” e “193” na capital federal. É pós-graduado em Ciências Criminais e em Gestão da Segurança Pública.

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